Como David Bowie fez suas duas mais famosas despedidas: Como Ziggy Stardust, em 1973, e no final de sua vida em 2016

Fonte: Open Culture 

Quando David Bowie nos deixou em 10 de janeiro de 2016, começamos imediatamente a ver o recém-lançado  Blackstar, que veio a ser seu último álbum, como uma despedida. Mas se virmos sua carreira como um todo — um pouco mais de meio século — vamos observar que ele fez despedidas todo o tempo. Os fãs de Bowie o comparavam a um camaleão, tão frequentemente e dramaticamente ele parece ter revisado sua identidade perfomática para se adequar ao zeitgeist (senão para dar forma a ele). Mas renascimentos criativos periódicos implicam mortes criativas periódicas, e como  o polifônico vídeo-ensaio acima nos fazer ver, nenhuma estrela do rock poderia morrer tão criativamente quanto Bowie.

O vídeo se concentra em duas das despedidas mais famosas de Bowie, em particular: sua última em Blackstar  e no musical Lazarus, e em sua primeira, feita no palco 43 anos antes em sua última performance na personagem de Ziggy Stardust. “Não apenas é a última da turnê”, declarou para 3.500 fãs a gritar no London’s Hammersmith Odeon, “mas é o úlimo concerto que apresentaremos.”

Em seguida, a apresentação de fechamento de “Rock ‘n’ Roll Suicide,” uma música descrita pelo narrador do vídeo como “os momentos finais de Ziggy Stardust, devastado e exausto por uma vida como rock star.” Embora tivesse apenas 26 anos de idade à época, Bowie tinha lançado seis álbuns de estúdio e experimentado mais que o suficiente para retratar isso de modo eloquente numa canção sobre “uma vida bem vivida.”

Mas se o fenômeno Bowie nos ensina algo é como uma vida pode ser composta por várias fases. Bowie entendia que, como fizeram outros artistas cujas obras citou em suas despedidas: os nomes citados na análise de seus vídeo incluem Jacques Brel, Charles Bukowski e o poeta espanhol  Manuel Machado. E como todo fã sabe, Bowie era também adepto de fazer referências a sua própria obra, uma tendência que manteve até o seu fim; por exemplo, o aparecimento de sua personagem dos meados dos anos 70 (e objeto de ou estudo polifônico anterior ) o Thin White Duke na música do vídeo de “Lazarus” . Nesse trabalho, ele também nos deixa muito material não apenas para servir de inspiração para futuras gerações de artistas, mas também para legar a eles o que há de essencial na cultura que o inspirou. Podemos ter ouvido falar da despedida final de David Bowie, mas certamente ao longo de nossas vidas não deixaremos de ouvir falar de sua influência.

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Based in Seoul, Colin Marshall writes and broadcasts on cities, language, and culture. His projects include the book The Stateless City: a Walk through 21st-Century Los Angeles and the video series The City in Cinema. Follow him on Twitter at @colinmarshall, on Facebook, or on Instagram.